O Fantasma de Roger Taylor

O Fantasma de Roger Taylor


por Guilherme Bezerra

Parte I
A longa tradição continua. Filho de pirata, pirata é. A laranja não cai longe do galho. O show deve continuar.

Acordo de manhã cedo ao som do galo. Não, isso era o que eu gostaria. Acordo de manhã cedo enjoado com o balanço do mar. Isso, Leo Darly, filho do grande pirata Brian Darly – não sei se ele é tão grande assim, digo, ele morreu no mar no segundo ano sendo capitão do Pérola Marítima, não sei quão grande ele pode ser. – enjoa no mar.

Eu sou a grande escolha para liderar um navio e saquear todos os bares locais num adorável ritual de iniciação pirata. A frota se prepara para receber um grande pirata. Ao menos, acham que vão receber. Minha mãe está animada com isso, posso dizer com toda certeza. A uma semana me acordo com café na cama e visita de familiares – não que tenhamos muitos, somos a família de um pirata, no final das contas – para se despedir. Muitos não concordavam com o estilo de vida pirata, todos temiam o grande Bob Winteglow. O grandalhão com quem tenho que me encontrar hoje.

Bob hoje dirige a frota mais temida de navios que já se teve noticia. Bob também foi um grande amigo do meu pai e pretende na nossa conversa animadora me dar um navio e me tornar oficialmente membro de sua frota, onde poderei conviver com ladrões fedidos saqueando estabelecimentos enquanto navego – o que não sei fazer – enquanto enjoo – o que obviamente sou bom em fazer.

Dormi hoje no Pérola Marítima, o antigo navio do meu pai, que hoje é o navio líder da frota, navegado por Bob e uma equipe asquerosa que rouba até seus pensamentos se olhar por muito tempo em seus olhos.
Me levanto e olho pro mar. Volto correndo para minha cabine achando que irei vomitar. Alarme falso, posso voltar a fingir estar gostando.
Lane, um pirata cego e esquisito me encara por alguns segundos e encolho minha barriga gorducha e o dou meu olhar mais assustador por uns dez segundos até me lembrar que ele é cego e provavelmente não sabe em que parte do navio está.

- Hey, criança. – Bob bate nas minhas costas e respiro deixando minha barriga voltar a sua curvatura normal, mostrando como não estou apto a nada. Nem a correr. – Animado para conhecer seu navio?
- Eh... – muitas coisas passaram na minha cabeça nesse momento. Principalmente: ele parece animado, será que está considerando me dar um navio bacana?
Não pode ser.
Nunca velejei, enjoo no mar e não sei nadar. Como poderia navegar um bom navio? Não consigo nem navegar um bom bote – o que já tentei, num momento em que minha mãe estava se afogando e fui resgata-la. Também foi nesse momento em que descobri que não sei nadar.
- Hoje vai ser seu primeiro dia no Fantasma de Roger Taylor, seu novo navio.
Ufa.

O Fantasma de Roger Taylor é conhecido entre todos como o pior navio da frota. Eba!

Era pequeno, fedido e todos os membros da tripulação eram velhos que não tinham mais função nos navios importantes ou simplesmente pessoas loucas. 
Parecia o navio perfeito para mim, que era pequeno, fedido e medroso.


Parte II
A história do Fantasma de Roger Taylor era fascinante. Roger Taylor foi o primeiro capitão do que aparentava ser um navio razoável para missões pequenas. O Andarilho, era seu novo. Era um homem na casa dos quarenta que resolvera se juntar a ilegalidade. Tudo bem até ai. Sendo que no seu ritual de iniciação ele acabou assaltando uma loja de bebidas, Roger atuou perfeitamente, como um bom pirata, e o dono da loja era bem medroso e entregou todo seu estoque. Depois do roubo, Roger dividiu a metade da bebida entre sua tripulação, e bebeu a outra metade sozinho. No meio da noite, estava tão bêbado que escorregou do timão e caiu do navio. Era inverso. Morreu sufocado ou congelado. De qualquer jeito, foi patético. Desde então, o Fantasma de Roger Taylor, como o navio foi rebatizado, virou sinônimo de patético, ambicioso, falho e incompetente. 

- O que acha do seu novo navio, criança? – Me perguntou Bob na rampa para o Fantasma. – Pronto para ser um pirata de verdade?
Não sabia como responder nenhuma das questões.
Bob riu.
- Fique calmo, criança. A tripulação é maravilhosa. – Bob viu um homem andando em círculos no meio do navio e gritou. – Steve, venha conhecer o chefe!
Steve soltou um grito abafado.
- Pessoal, o chefe chegou! – e desceu correndo. – Bom dia, senhor Leo. Me chamam de Steve Meia Cabeça. HAHAHAHAHAH. Ótimo apelido, hein? Você não concorda, Harry?? – perguntou para alguém que ele achava que estava do seu lado.
Não tinha ninguém lá.
Steve ria muito.
- Como eu disse, ótima. – Bob entrou.
E então a equipe me foi apresentada: Steve Meia Cabeça, aquele que já conheço e tenho a sensação de que será um pé-no-saco. Um senhor chamado Earl Espada Torta (Deuses, não quero saber o que isso significa!), um velhinho que só ficava numa cadeira olhando o mar e eventualmente gritando coisas aleatórias, provavelmente lembranças dos bons tempos, como “Água!”, “Navio!”, “Prostituta!”. Um poço de aprendizado. Walter e Gary, os parceiros. 
- Ah, esses dois são completamente loucos. – Bob falou e eu pensei se os outros não eram. – Há boatos que eles andam juntos até demais. Comem coisas um dos outros que até os capitães mais durões não iriam querer ver. Enfim, por último, mas não menos importante, Lily, minha filha. 
Oh, não. Vou matar a filha do meu chefe!


- Ela não é louca ou nada do tipo. Ela só quer ser uma pirata mesmo.

- Não preciso de apresentações, papai. Não pegue leve comigo só porque sou filha dele! – E sorriu para mim, logo depois, deu duas batidinhas na minha barriga flácida. – Vamos ter que dar um jeito nisso, hein, cap?
- Lily!
E a garotas sai rindo, me arrastando até o navio.
- Adeus, pai. Vamos levar nosso novo capitão para uma iniciação!
- O que aconteceu com seu último capitão?
- Bem, digamos que ele não gostava muito de fantasma...


Parte III
O navio, por dentro, não era nada diferente do que visto por fora. Pequeno e cheio de malucos. 
- Ali – falou Lily apontando para o leme – É sua área, capitão.
- É o que parece... – eu estava tão animado como posso parecer aqui.
- O que devemos fazer primeiro? – Lily me olhava com um olhar cheio de esperança como o de uma criança pronta para passear no mar. – Não se esqueça nossa tão adorada tradição do primeiro assalto, capitão!
- Nós com certeza não esquecemos, não é, Harry? – Steve passava as gargalhadas.
- Alguma sugestão? – pergunto com o peito estufado e tentando segurar o vômito que com certeza descobrira que eu estava a bordo do meu novo navio tentando impressionar a equipe.
- Bom que o senhor perguntou! Gary, Walter, venham aqui.
Os dois,  que pareciam siameses, vieram e Gary entregou nas mãos de Lily um mapa.
- Meu pai acredita que aqui que se encontram os melhores estabelecimentos para seu primeiro roubo. Uma viagem de um dia, ao menos.
- Quais lojas existem nessa área?
- Na maioria, bares. – me alivio – Mas algumas de armas também. – começo a entender o alívio em morrer congelado. Se desse a sorte de meu primeiro roubo ser numa loja de bebidas, não abusaria da sorte também. Roger e eu temos muitas coisas em comum.
- O capitão só precisa escolher a rota.
- Eu sei as opções, – Eu não sabia. – mas me passe elas para eu pensar na melhor.
- Bom, podemos seguir em frente, seria uma viagem de umas quinze horas, em média, mas correríamos o risco de encontrar os navios fantasmas.
- Fantasmas???? – me assusto.
- Sim, os piratas sem frota. – Claro, por que pensaria que seriam realmente fantasmas?, me conforto.
- Ou poderíamos dar a volta e ter uma viagem mais segura, porém teríamos que ficar alertas, o mar é mais selvagem naquela área. A viagem seria de quase dois dias.
Rapidamente me coloco nas duas situações me apresentadas, sendo pirata, uma hora ou outra teria que enfrentar navios inimigos – me escondendo e rezando aos Deuses que eles não queiram arrumar problema conosco.
Agora, se iria me preparar para um assalto – coisa que não aprovo – não quero passar dois dias enjoando num barco. A noite irei dormir e quando acordar, sem ao menos sentir, terei chegado ao meu destino.
- Está decidido – coloco minha voz pomposa e falo alto o suficiente para que todos no navio em escutem. – Iremos em frente.



Se tem uma coisa que faço bem, é olhar para o sol. Ele me diz a hora e tudo mais. E olhando para ele, sei que estamos em movimento por pelo menos cinco horas. Ele está se pondo. A noite está caindo. Nenhum navio fantasma até agora.
A noite está calma e me encontro na minha cabine. Meus olhos estão quase se fechando, não acho que nada deva estregar minha noite.

- Capitão... – ouço Lily chamar.
Falei cedo demais.
- O senhor vai querer ver isso. – Lily grita do convés.
Me levanto ás presas e assustado. Seria um problema?
Quem sou eu para resolver?
Quando me junto a Lily, os outros membros da tripulação já estavam todos no convés. – inclusive Harry, que parecia estar muito falante essa noite. – Todos olhavam para cima para um enorme navio (umas cinco vezes maior que o nosso.)
- O Estrela da Noite. – explica Lily.
- Ele é um...
- Sim.
Seria pedir demais se todos fossemos da mesma frota e vivêssemos felizes para sempre?
Um sujeito gordo, na casa dos cinquenta, barbudo e com um chapéu preto que brilhava na noite coloca a perna na ponta do seu navio e grita para baixo, para nós.
- Eu quero falar com o capitão!
- É tarde demais para trocarmos de posto? – pergunto a Lily.
Divertido até na hora da morte, Leo Darly!


Parte IV
Baixaram a rampa e um por fomos subindo. Eu, obviamente, por último. Capitão jovem demais, não posso morrer logo na subida. 
Eu, Lily, Earl, Steve, Gary e Walter estávamos a bordo de um dos mais perigosos navios fantasmas dos setes mares, segundo o que fui informado.
- Meu nome é Harold Jack Leonard Stuart Deacon Mosby May, o capitão do navio. – Dormi no Jack, mas fiquei assustado novamente no final.
- E eu sou Leo Darly. Nome curto, experiência curta. Tudo combinando.
- Então você é um engraçadinho, hein? – Harold pigarreou – Vou explicar a situação porque não gosto de você.
- Então chegamos num ponto de sentimentos recíprocos. – falei isso com um sorriso no rosto porque tinha certeza que ele não sabia o que reciproco significa.
- Meu garoto Thomas precisa de um navio para navegar junto a esse, você deu azar e passou pelo meu caminho. Agora seu navio é meu.
- Ou... eu posso usar meus direitos e lutar por ele.
Não sabia ao certo como tudo iria acontecer, mas eu estava com toda a energia que a situação poderia me dar. Eu iria ganhar o Roger Taylor de volta ou não me chamaria Joseph.
- Certo, você tem que lutar com o capitão, no caso, eu. Se ganhar, tem seu navio de volta. Se não, você e toda a tripulação vão pular da prancha. HAHAHAHA.
Gostei da risada, não vou mentir. Bem pirata. Prometi a mim mesmo que se sobrevivesse ensaiaria para ter uma igual.
Olho para Lily e percebe seu olhar frio de medo e de julgamento. Abaixo meus olhos, olhando para a cintura de Lily e percebo como vamos sair .daqui vivos. 
Sem precedentes, escuto um voz fraca dizendo: “Eu luto”
Me viro e descubro que o dono da voz é Earl, a Espada Torta.
- Você não deve se lembrar – começou olhando para Harold -, mas lutamos, anos e anos atrás. Quando eu era da equipe de Brian Darly.
Ei, esse é meu pai! Provavelmente tenho que perguntar mais sobre isso.
Continuando...
- Você está desarmado, vovô.
- Você também não é jovem – gentilmente apontei – e acredito que seja nosso direito ter uma arma. O navio dá.
- Acho que vocês ainda tem algo que pertence a mim – falou Earl subindo a sobrancelha.
- Ah, claro. – Harold vira. – Tragam a minha espada torta!
- Que o melhor vença! – e Earl atacou, surpreendentemente rápido.
Se o melhor vencer, estamos perdidos.





Parte V
A história não é muito longa. Meu pai trabalhava junto do Earl – já sabemos que é o senhor com a espada torta -, eles também morriam de medo de navios piratas. Encontram o Pérola um dia. Eles lutaram, ganharam, mas o Earl perdeu a espada dele pro Harold.

Earl atacou.
Harold recuou.
Earl continuou a sacudir a espada com a energia de um jovem garoto. Harold começou a revidar – e foi ai que a coisa começou a dar errado.
- Você luta como uma mulher velha, Espada Quebrada! – Harold ria
- Esses comentários que fizeram sua mulher te largar, Harold Vários Nomes...
Minhas piadas eram desnecessárias nesse momento. Os senhores estavam dominando a cena.
A medida que a luta continuava, era mais difícil dizer quem estava dominando. 
Os dois experientes sabiam o que estavam fazendo. Nossa vantagem, se podíamos chamar assim, era que Earl vivia no mundinho dele a maioria do tempo, ele nunca gastava a energia que tinha. Nesse surto de lucidez, estava abusando disso. Amanhã – se chegarmos até lá- com certeza não conseguira se levantar, mas vai ter valido a pena. Avante, time Roger Taylor!
Harold dá uma girada – um ato bem pirata que também fiquei bem animado em copiar – e encurralou o velho Earl numa pilastra.
- Se renda, velho. Nós dois sabemos que você não vai conseguir ganhar.
- Você esqueceu de segurar minha mão. – Earl ria.
- O que?? – Harold olhou para baixo para receber a bainha da espada no meio dos olhos.
Earl fez o giro pirata – e com certeza ficou bem tonto depois -, deu uma rasteira em Harold e colocou a espada na sua garganta.
E tudo teria ficado bem se tivesse terminado ai.

Abusando da sua energia de lucidez, Earl corta uma das cortas que segura a bandeira do navio – um caveira de um animal com uma pérola na boca – e se pendura nela.

- O que será que ele vai fazer? – pego na mão de Lily. Digo, você tem que saber aproveitar as chances que o destino apresenta.
Com um impulso, Earl sai voando do navio e cai direto no nosso navio, logo abaixo.
Harold se levanta furioso e coça a barba.
- Bem, acho que vocês vão ter que ir agora. MORRAM!
Não sei se fui só eu, mas senti o navio tremer.
Rapidamente, os homens estranhos que nem notara mais, começaram a nos segurar pelo braço e nos, gentilmente, conduzir até uma linda prancha onde pularíamos para a morte certa. 
Essa era a hora de honra o grande pirata Brian Darly.
Desculpa, pai!

- Calma!

Todos me olharam. Harold alisava a barba e me olhava com um rosto irritado.
- Só pule. Tente nadar e morra. É o que acontece.
Pule e morra. Nossa, eu preciso aprender a nadar!
- Eu vou, eu vou. Muita hora nessa calma.
Todos me olhavam confusos.
- Antes de ir, me deixem abraçar Lily. Por favor, é muito importante.
- Só porque irritaria muito o seu chefe. Sim, abrace.
Viro para Lily e juro que se ela pudesse mantar mensagem direto para mim, diria para eu me jogar logo e que tivesse uma morte lenta e doloroso, só por fazer ela passar por esse momento carinhoso e amoroso.
A viro para o lado do mar e, enquanto a abraço, agarro duas facas que ela tem presa na cintura. Ela entende e sorri.
- Você ousa rir, criança. – Harold parara de segurar a barba e se preparava para pegar sua arma.
- Eu rio quando nervosa, senhor, me perdoe. – Depois de falar, Lily vira e me dá uma piscadela. Estou pronto.
Caminho tenso em direção ao mar. Essa prancha é pura pressão, a medida que avanço ela fica mais mole, mais fácil de cair. Mas seriamente acredito que os piratas não achem isso ruim.
Olho com firmeza para o mar e encontro O Fantasma de Roger Taylor a poucos minutos de distância. Earl estava vindo enquanto os piratas não viam. Quem disse que era ruim ter um navio pequeno?
Me jogo.




Parte VI
Não contava com o vento. Não aprendi essa parte da escola de piratas ainda. Mas a situação não me deixava errar. Em alguns segundos, o próximo iria pular, um membro da minha tripulação, e eu precisava estar em posição.

Estou caindo.
O primeiro grande problema é ficar reto em pé, depois que consigo, luto contra o vento – que, felizmente, não lutou muito de volta – e me viro. Com as duas facas, fico preso na madeira do navio. Agora só preciso aguentar até a chegada do Earl.

O vovô não é tão rápido quando eu penso. 

Olhando para cima, percebo que Lily é a próxima. Ela olha para baixo e percebe o que eu estou fazendo.
Lily se joga e luta bem melhor que eu e, em poucos segundos, está em posição de grudar na madeira. Ela pega no meu pé e fica pendura.
- Hey, Lily. Sou eu, Leo!
- Era para rir?
Quebrar o gelo... feito.
Minha mão está soada. Estou escorregando. Lily percebe e começa a gritar umas sérias grosserias.
Estamos caindo... estamos caindo... caímos.

Earl sabia exatamente a hora de passar com o navio. Maldito velho, que alívio!

Nos levantamos rapidamente porque o trabalho não estava feito.
- Arrume uns pesos, rápido!
- O que?
- Nesse ponto, eles já devem estar desconfiados. Dois se jogaram e nenhum barulho de impacto com a água. Rápido. Walter é o próximo.

Quando Walter se jogou, jogamos um saco de farinha na hora. O barulho foi convincente o suficiente para eles não olharem. A noite estava nos escondendo. Tudo estava indo como esperado.

Gary se jogou e fizemos o mesmo.
Steve demorou cinco minutos para se jogar – alegou estar fazendo o testamento. “Eu desejo deixar tudo que tenho para o Harry, meu parceiro da vida”
Seria lindo se ele não fosse louco. E quando ele caiu, fizemos o mesmo.
- Levantem a âncora! Agora!
Quando a âncora foi levantada, com o vento da noite e a sorte – que sorte!- dada pelos deuses, saímos correndo.
- RAIOS E TROVÕES – Foi a última coisa que escutamos antes de entrarmos nas neblinas e mudarmos a rota por razões de segurança.


No meio da noite, saio da minha cabine e Lily está na proa.

- Não consegue dormir?
- Se o capitão não consegue, quem sou eu para conseguir?
Rimos juntos.
- O que me diz de roubarmos algumas lojas amanhã? – pergunto com um sorriso no rosto.
- Você achou que tinha chance de não roubar? – e com o rosto sorridente, Lily se retirou;
E ali estava eu, Leo Darly, capitão do Fantasma de Roger Taylor, pronto para a missão!